sábado, 26 de dezembro de 2015

Quem eu sou?






Alex olhava fixamente para parede branca à sua frente. "Não posso acreditar que isso aconteceu comigo", ele pensou consigo mesmo.


A sala branca o envolvia, junto com a camisa de força fortemente presa nele, ele sabia que tinham que achar uma maneira de sair daquele lugar, mas os dois guardas que cuidavam da ala em que ele se encontrava era um grande problema, mas o principal, era a raiva de Alex.


-Aquela vadia desgraçada -Alex pensou alto- ela fez isso comigo,toda minha carreira renomada e meu dinheiro foram tomados de mim.


Ele teve bastante tempo para planejar como fugir daquele lugar,apesar de estar na ala de terapia intensiva do manicômio, ele era um rapaz completamente estável em sua mente, longe de ser louco. Então ele esperou o momento certo, para pôr seu plano em ação.

Um guarda entrou em sua sala para o servir o almoço, ele caminhou em sua direção, por se comportar bem,o guarda não suspeitou da aproximação de Alex, então em uma ação súbita ele empurrou seu ombro esquerdo, com toda a força que tinha, contra a cabeça do guarda.


O barulho angustiante de ossos quebrados não perturbou, seus olhos acostumados com a cor branca chegaram a gostar de ver o vermelho escorrendo em seu ombro, e a dor alucinante não parecia o incomodar. Com seu ombro deslocado ele teve mais facilidade para se libertar da camisa de força, o guarda desmaiado gemia no chão, tentando recobrar a consciência.


Como um renomado médico,ele facilmente agarrou seu braço esquerdo e deu um enorme puxão, fazendo com que ele voltasse ao seu lugar de origem,então ele trocou de roupa com o guarda, pegou sua arma, trancou a porta e fugiu do manicômio.


A caminho de sua antiga casa, ele lembrou de sua mãe, aquela doce senhora que sempre cuidou dele.


-Chegou a hora de visitar o próximo paciente.


Alex sorriu maliciosamente para si mesmo.


Ao chegar em casa ele espionou por alguns momentos pela janela da sala de estar, lá estava sua mãe, esposa, e seu casal de filhos. Ao anoitecer sua esposa e filhos estavam dormindo, e sua mãe havia descido as escadas para tomar um copo da água.


-Olá mamãe, a senhora ainda sente dor nas articulações? Eu resolvo isso para você...


Com isso ele correu em direção à velha senhora, e deu vários socos na cabeça dela, quando ela estava prestes a desmaiar, sua esposa desceu a escada com um faca na mão, com um olhar raivoso ela o atacou, ele facilmente desviou e enfiou a faca no estômago dela, ela caiu tonta com a dor. Ele voltou sua atenção à sua mãe novamente, que gemia baixinho para seu filho parar,ele quebrou todos os ossos dos braços, pernas,e quase de todo o corpo dela, deixando apenas o pescoço intacto. Até essa altura ela gritava com uma voz horrível, implorando para parar, seus ossos quebrados apareciam em seu corpo que agora estava totalmente deformado, e então lentamente ele colocou suas mãos em volta do pescoço de sua mãe, e o torceu, até ouvir o estalo que dizia que agora,ela estava morta.


Ao se levantar ele lembrou-se de sua esposa, que não estava mais caída no chão, ele olhou em volta à procura dela, então sentiu uma dor aguda em seu peito, ela o esfaqueou, mas não pareceu surtir efeito,ele a empurrou contra parede, fazendo-a cair no chão.


-Você merece um tratamento especial amor.


Então ele sorriu enquanto esquartejava sua esposa.


Seus filhos se encontravam escondidos dentro de um armário, o garotinho era mais velho,mas os dois tinham no máximo cerca de 4 anos. Estavam com os olhos arregalados de medo, e então na porta do armário eles viram a mão de sua mãe abrir a porta, agora um pouco mais calmos, as crianças saíram do armário para ver sua mãe, mas o que viram foram seu pai nu, com uma faca ensanguentada em uma mão, e o braço de sua mãe em outra,sorrindo sadicamente.


-O pediatra acaba de chegar meus pequenos.


O pai estuprou seus dois filhos, arrancou suas peles enquanto ainda estavam conscientes, e então os degolou até a morte.


Após tudo isso Alex se sentia satisfeito, e de certa forma, feliz.

Ao caminhar para fora da casa ele viu um ser completamente grotesco em sua natureza, era acinzentado, magro, sem olhos, cabelos negros e sebosos.


-O quê é você?

Perguntou Alex ao ser que estava em sua porta.


O ser não respondeu, ficou parando por um longo tempo, e então ele se inclinou para frente, e em segundos, ele estava ao lado de Alex, com seu dedo esquelético e negro dentro de seu peito.


Agora Alex se encontrava em um lugar completamente negro, ele não sabia mas ele estava preso naquele lugar a muito tempo, e agora, seu corpo, era a casa de um ser completamente mais doentio do que ele já foi um dia...


Escrito por: Ailee Huberman

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